Mercado da arte registra crescimento na pandemia e prevê alta em 2021

Com avanço da Covid-19 e o fechamento de galerias pelo país, artistas apostam na exposição digital de obras

Com as pessoas ficando mais em casa, os ativos de uma maneira geral estão mais valorizados. Um exemplo são as obras de arte, cujo mercado é sólido e houve uma procura ainda maior no ano passado que nos anos anteriores. Proprietário da Galeria Caribé, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, Sergio Caribé fala que o mercado de arte no digital é um caminho sem volta. Ele acredita que os preços das obras devem continuar crescendo em 2021. “Os preços estão muito fortes, melhores do que estavam. O mercado tem muito mais procura este ano e depois da pandemia, da Covid-19, do que nos outros anos anteriores e a gente está com muita expectativa. Vou fazer, em abril, duas exposições. São exposições que terão catálogo, convite virtual com imagens de todas as obras e a visitação dirigida e agendada.”

Para manter o engajamento do público na pandemia, a galeria Lume, localizada no Jardim Europa, também na capital paulita, criou um concurso para que as pessoas enviassem fotos e vídeos feitos de casa pelo celular. Segundo o sócio-diretor da Lume, Paulo Kassab Junior, o objetivo foi atingido, provocando o público a interagir com a galeria e com os artistas de outra forma. “A gente propôs um concurso que acontecia em suas etapas e nisso participavam os nossos artistas só para terem contato direto com essas pessoas, mas todo mundo que seguia a galeria, que passasse a seguir, poderia participar sem que precisasse de muito equipamentos, apenas um celular que fizesse uma fotografia que representasse o isolamento”, disse. Os vencedores do concurso terão suas fotos comercializadas, sendo eles: o designer paulistano Kleber Fernandes da Cruz, o fotógrafo de paisagem e natureza Ricardo Takamura, de São José dos Campos e o fotógrafo brasiliense Fred Schueler.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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