Ministério da Saúde não respondeu oferta de 160 milhões de doses da Coronavac, diz Butantan

Acusação foi feita durante coletiva do governo do estado de São Paulo realizada nesta sexta-feira, 19

Em meio a atritos entre o Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Butantan, o diretor do instituto, Dimas Covas, acusou a pasta de ter ignorado ofertas de compra de até 160 milhões de doses da Coronavac, principal imunizante utilizado no Brasil na campanha contra a Covid-19. As acusações foram feitas durante coletiva do governo do Estado realizada nesta sexta-feira, 19. “Vamos colocar a responsabilidade em quem tem responsabilidade. Estão aqui os ofícios que foram encaminhados ao Ministério da Saúde ofertando vacinas. O primeiro é de 30 de julho de 2020. Ofertamos nessa oportunidade 60 milhões de doses de vacinas prontas para entrega ainda em 2020 e 100 milhões para serem entregues em 2021. Não tivemos resposta”, disse Covas, que continuou: “Fizemos novos ofícios no mesmo teor. Em agosto, outubro e dezembro e não tivemos resposta. A resposta saiu na assinatura do contrato em 7 de janeiro. Um mês e pouco atrás foi quando assinamos o contrato com o ministério”.

Enquanto acusava a pasta, Covas apresentou slides que continham as informações sobre a negativa em relação às vacinas, dizendo que, até o momento, o governo federal garantiu apenas 100 milhões de doses da Coronavac até agosto de 2021. Segundo o diretor do Butantan, a pasta garantiu a compra de 46 milhões de doses até abril e de outras 54 milhões até agosto de 2021, sendo que a pasta disse estar negociando a compra de outras 30 milhões de doses até dezembro. Ainda seguindo Covas, os atrasos só aconteceram por conta dos problemas diplomáticos envolvendo os EUA e a China. Segundo o diretor, o ministério entrou em contato para garantir 30 milhões de novas doses da doença. Até o momento, o Butantan já disponibilizou 9,8 milhões de doses ao Plano Nacional de Imunizçação (PNI).

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