Vaticano retira ameaça de demitir funcionários que não se vacinarem contra Covid-19

A cidade-estado defendeu que a recusa em se imunizar coloca em risco a saúde pública, mas se comprometeu a encontrar soluções alternativas para os trabalhadores que são contra a imunização

O Vaticano aprovou um decreto com uma série de medidas para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Entre elas está a possibilidade de demitir os funcionários que não se vacinarem contra a Covid-19 sem terem motivos de saúde comprovados para isso. A decisão assinada pelo cardeal Giuseppe Bertello no dia 8 de fevereiro se refere à uma lei da cidade-estado de 2011, que já previa “responsabilidade e consequências”, incluindo o “encerramento da relação trabalhista”, para aqueles que não se submeterem a “exames médicos oficiais”. A ameaça de demissão, no entanto, levou a uma onda de críticas na Itália, que acabaram fazendo com que o Vaticano recuasse em seu posicionamento sobre a vacinação contra a Covid-19. A sede da Igreja Católica garantiu nesta quinta-feira, 18, que serão encontradas “soluções alternativas” para os funcionários que não quiserem ser imunizados. Apesar de defender que receber a vacina era a “escolha responsável”, o cardeal Giuseppe Bertello assegurou que a “liberdade de escolha individual” será respeitada.

O Vaticano iniciou em 13 de janeiro uma campanha de vacinação contra a Covid-19 entre os cerca de 800 residentes e os mais de 3 mil trabalhadores e suas famílias. Tanto o papa Francisco, de 84 anos, como o pontífice emérito Bento XVI, de 93, já receberam inclusive a segunda dose do imunizante desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech. Antes de receber a vacina pela primeira vez, o líder da Igreja Católica defendeu que a decisão de se vacinar é a mais ética. “É uma opção ética porque diz respeito à sua vida, mas também à dos demais”, afirmou. O papa Francisco fará uma viagem ao Iraque em março e todos os jornalistas que o acompanharão deverão obrigatoriamente ter sido imunizados contra a Covid-19. Houve menos de 30 casos de infecções pelo novo coronavírus no Vaticano, a maioria deles entre a Guarda Suíça.

*Com informações da EFE

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