Construção civil defende importação do aço para conter aumento de preço

Construtoras também alegam desabastecimento da matéria prima; indústria siderúrgica nega 

A indústria siderúrgica descarta a escassez de aço no Brasil. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) solicitou ao governo federal a redução do imposto sobre importação do produto, sob argumento que 84% das construtoras consultadas estão desabastecidas da matéria prima. O presidente do Instituto Aço Brasil sustenta que a produção em 2021 é a maior desde janeiro de 2019 e o consumo mais elevado desde março de 2015. Marco Polo Lopes coloca que no ano passado, no terceiro trimestre, houve alta de 24% na produção e 42% nas vendas internas, na retomada em V da economia, com queda de 14% nas exportações. “Ok, vocês estão dizem que existe um desabastecimento. Por favor, quantifique esse desabastecimento, identifique esse desabastecimento. Que demanda é essa? E nós com a celeridade total vamos dizer se isso, de fato aparecer, se as usinas terão atender em 10 ou 12 dias. Se não tiverem, o aço Brasil vai conseguir com o governo pedir para reduzir imposto de importação.”

O Instituto Aço Brasil minimiza a pesquisa da CBIC, com 206 empresas, em um universo de 20 mil construtoras do país. Já o presidente da CBIC, José Carlos Martins, ressalta o motivo principal da discórdia no setor. “O aumento está ficando cada vez maior. Para ter uma ideia, no mês de janeiro, o índice nacional do custo da construção, estava em 11%, em fevereiro chegou a 22%. Todo dia recebemos novas tabelas de preço, isso é muito grave. Vai gerar, obrigatoriamente, a diminuição de empregos na construção civil”, disse. O setor lidera as compras de aço com 37% das aquisições, seguido pelo segmento automotivo, com 24%, e pelas Máquinas e Equipamentos, com 20%.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos

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