Investigadores contestam nova versão de Flordelis sobre morte do marido

Para a polícia e o Ministério Público do Rio de Janeiro, não há dúvidas que a deputada tenha arquitetado o assassinato de Anderson do Carmo

Autoridades do Rio de Janeiro não estão convencidas da versão apresentada pela deputada federal Flordelis, que apontou uma das filhas como responsável pela morte de Anderson do Carmo, assassinado em 2019 com mais de 30 tiros. Segundo a parlamentar, Simone dos Santos Rodrigues, sua filha biológica, seria a mandante do crime. No entanto, para a polícia e o Ministério Público do Rio, não há dúvidas que a deputada tenha arquitetado o assassinato do pastor.

Flordelis disse que a filha era frequentemente assediada por Anderson do Carmo e, por isso, teria decidido dar fim ao assédio matando o pastor. Em depoimento no dia 22 de janeiro, Simone confessou que ela era responsável pela ideia de matar o padrasto, mencionando os casos de abuso sexual. Ela chegou a afirmar que deu R$ 5 mil para a irmã, Marzy Teixeira, comprar a arma do crime. No entanto, ela disse desconhecer se a irmã teria, de fato, contratado alguém para planejar o crime. “Pedi para ela me ajudar. Disse que estava passando por maus momentos. Não havia um plano. Só estava desesperada. Todos os dias ele subia no meu quarto de manhã e à noite. Mas eu nem acreditava que ela [Marzy] teria coragem de fazer isso de fato. Entreguei a ela o dinheiro e depois não soube de mais nada”, afirmou na ocasião.

Durante entrevista ao “Conversa com Bial”, Flordelis disse que “com muita dor” acredita que a filha é culpada. ““Não fiquei presente no depoimento da minha filha na confissão, mas já soube o que aconteceu aqui em casa, vou carregar uma culpa para o resto da minha vida, culpa por amar demais um homem a ponto de ficar cega e não ver o que estava acontecendo na minha própria casa”, disse, em referência aos abusos sofridos pela filha. Mesmo com o depoimento de Simone, a polícia do Rio de Janeiro, assim como para o Ministério Público, acreditam que a parlamentar arquitetou o assassinado do marido por questões financeiras. A deputada segue com medidas cautelares, fazendo uso de tornozeleira eletrônica, e alvo de uma investigação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

Deixe um comentario