Marcelo Queiroga diz que Brasil precisa se tornar uma ‘pátria de máscaras’

Segundo o ministro da Saúde, o item de proteção é tão eficaz quando a campanha de vacinação para ‘bloquear o vírus’

Em um momento em que os números da pandemia explodem no país, ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a defender a necessidade do uso de máscaras, até como forma de manter a economia funcionando. Ele grantiu que tem a confiança do presidente Jair Bolsonaro e, atualmente, é a autoridade sanitária máxima no país, mas admitiu que sozinho não terá sucesso. Por isso, o ministro pediu ajuda da população. Mesmo antes de assumir o cargo, Queiroga já vinha alertando para a importância do item de proteção, que passou a ser obrigatório no ministério da Saúde, apesar do presidente ter votado, no ano passado, proposta que obrigava o uso de máscara em ambientes fechados. “Na época da Copa da Mundo, que a nação de use, se chama pátria de chuteira. Agora, é pátria de máscara. É um pedido que faço a cada um dos brasileiros; use a máscara. Nós do governo vamos trabalhar para ter aporte de vacinas suficiente para imunizar a nossa população”.

Ele ressalta que as máscaras protegem e, por isso, precisam ser usadas corretamente, especialmente na véspera de um feriado prologado, período que preocupa as autoridades sanitárias. Marcelo Queiroga disse que buscou ajuda das lideranças religiosas da necessidade de medidas do bloqueio do vírus. “Se todos usarem as máscaras, tem um poder de bloquear o vírus tão grande quanto a campanha de vacinação. Estamos nos aproximando de um feriado e as pessoas devem fazer as suas reflexões, reflexão cristã, mas usando máscara, evitando aglomerações.”

O governador do Piauí,  Wellington Dias, voltou a pedir ajuda para conter a circulação de pessoas durante o feriado da Páscoa. “O que a gente gostaria é de ter um posicionamento nacional, uma coordenação. Não se trata de uma posição política o senhor conhece a ciência. Isso é para termos um fôlego enquanto avançamos na vacinação”, disse o governador, afirmando que se for possível evitar a circulação será possível reduzir o número de internados e de óbitos, ainda mais nesse momento que os Estados tentam avançar na imunização.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

Deixe um comentario