Paulo Figueiredo Filho: ‘Briga de Doria e Bolsonaro por vacina não interessa ao povo’

Declaração foi feita durante a participação do comentarista na edição desta sexta-feira, 26, do programa 3 em 1

O Instituto Butantan anunciou a criação da Butanvac, nova vacina nacional contra a Covid-19. O diretor do instituto, Dimas Covas, afirmou que a expectativa é de terminar os testes em até dois meses e meio para começar a produção do imunizante. “Protocolaremos esse material ainda hoje. Vamos dialogar intensamente com a Anvisa para que ela perceba a importância da autorização do início desse estudo clínico o mais rapidamente possível para que possamos, em um mês e meio, dois meses e meio, terminar a fase de avaliação clínica e iniciar, de fato, a produção”, disse o diretor do Butantan, Dimas Covas. Horas depois do anúncio, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, divulgou que o governo federal está com três vacinas diferentes em testes pré-clínicos, sendo que uma apresentou resultados promissores.

Ao falar sobre o tema durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, o comentarista Paulo Figueiredo Filho disse que a prioridade dos políticos deve ser a vacinação da população e afirmou que o embate entre o governador João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela vacina “não interessa” ao povo. “Esse negócio de ficar brigando com vacina de Doria, vacina de Bolsonaro, vacina de fulano e vacina de beltrano, isso não interessa. O que interessa para a população é ter o máximo de opções possíveis e, quando você tiver essas opções, que cada um tenha o máximo de informações possível para escolher qual vacina vai tomar e se vai tomar”, afirmou o comentarista, que também ressaltou que o ideal é que a população tenha acesso à maior variedade possível de imunizantes. “O que é importante, é que tenha vacina para todo mundo e o máximo de possíveis tipos de vacinas. Porque todas as vacinas que a gente está vendo agora são vacinas ainda experimentais”, explicou.

Além disso, Paulo Figueiredo Filho também criticou a forma como os anúncios foram feitos, questionando a realização de cerimônias e eventos com diversas pessoas. “A primeira coisa que me chamou atenção nesse anúncio é: que diabos as autoridades estão fazendo anúncio público em cerimônia e aglomeração? As pessoas não podem sair para trabalhar, mas os políticos podem fazer cerimônia pública”, disse o comentarista, que continuou: “Eu estava vendo e comentando no Jornal da Manhã na quarta-feira, e na semana passada na sexta também: o governador João Doria, toda vez que tem alguma coisa de vacina para entregar, faz uma cerimônia com fanfarra. Eu estava vendo o secretário de saúde dele a meio metro dele, todo mundo junto. Não entendo qual o objetivo disso. O objetivo é político, é de aparecer?”, concluiu o comentarista.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta sexta-feira, 26:

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