Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra Covid-19

Nas próximas 24 horas, a agência reguladora analisará os documentos submetidos; prazo para avaliação da autorização temporária é de até 30 dias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de uso emergencial de um medicamento para tratar a Covid-19. O tratamento desenvolvido pela empresa norte-americana Eli Lilly usa a combinação de dois anticorpos sintéticos. Segundo a farmacêutica, o medicamento reduziu em 87% as hospitalizações e mortes em pacientes de alto risco, com sintomas leves a moderados da doença. Os dados foram obtidos a partir de um estudo de Fase 3, envolvendo 769 pessoas, que receberam um placebo ou a combinação de cada um dos dois anticorpos. De acordo com a empresa, o tratamento também reduziu a carga viral dos pacientes e o tempo de recuperação da doença.

A diretora médica da Eli Lilly Brasil, Fernanda Pimentel, ressalta que o tratamento só pode ser realizado em um ambiente controlado e para um grupo de pacientes específico. “É uma população diferenciada, que apresenta alguns critérios e que estaria elegível para esse tratamento. Pode trazer exemplos, mas vou em especial dizer: pacientes com idade igual ou superior a 65 anos ou pacientes com diabetes, doença renal crônica ou de uso de imunossupressor. Essa combinação de medicamentos é reservada para pessoas que estão em nível ambulatorial, não é indicada para pacientes que estão hospitalizados em fase mais avançada da doença”, afirma, esclarecendo ainda que o método não faz parte de um tratamento precoce para a Covid-19 e não pode ser utilizado por pessoas que não estão infectadas.

“Essa associação dos dois anticorpos precisa ser prescrita por médicos, os pacientes precisam ser avaliados e eles precisam preencher alguns critérios de indicação para que possam fazer uso desses medicamentos. Como eu disse, [esses remédios] precisam ser administrados por uma equipe de profissionais de saúde”, esclareceu. Nas próximas 24 horas, a Anvisa analisará os documentos submetidos, podendo solicitar neste período novos dados à farmacêutica. Em nota, a agência declarou que a “avaliação da autorização para o uso emergencial e temporário é feita no prazo de até 30 dias.”

*Com informações da repórter Letícia Santini

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