Bolsonaro diz que gravação divulgada por Kajuru necessitava de autorização judicial

Senador divulgou, no domingo, 11, conversa que teve com o presidente sobre a CPI da Covid-19, que irá apurar possíveis omissões do governo federal no combate à pandemia do coronavírus no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se queixou, nesta segunda-feira, 12, da divulgação de uma conversa entre ele e o senador Jorge Kajuru (Cidadania). A gravação do telefonema foi divulgada pelo próprio Kajuru em suas redes sociais no domingo, 11. Na ligação, o chefe de Estado pediu ao parlamentar que as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado também mire governadores e prefeitos, além do governo federal. “Se você não mudar o objeto da CPI, você não pode convocar governadores. Se você mudar, dez para você porque nós não temos nada a esconder. Você tem que mudar o objetivo da CPI, tem que ser ampla. Daí você faz um excelente trabalho para o Brasil”, diz o presidente na gravação. A CPI visa apurar possíveis omissões do governo federal no combate à pandemia do coronavírus no Brasil.

Nesta segunda-feira, em conversas ao apoiadores, o presidente reclamou do vazamento. “Eu fui gravado em uma conversa telefônica, está certo? A que ponto chegamos no Brasil? Gravado”, comentou. Em seguida, Bolsonaro afirmou que a gravação feita por Kajuru necessitava de uma autorização judicial. “A gravação é só com autorização judicial. Agora, gravar o presidente e divulgar… E outra, só para controle, falei mais coisas naquela conversa lá. Pode divulgar tudo da minha parte, tá?”, disse o presidente. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Bolsonaro, vai representar contra o senador Kajuru no Conselho de Ética da Casa pela gravação da conversa com o presidente. A representação deve ser protocolada ainda nesta segunda-feira, 12. O filho do presidente da República irá alegar que Kajuru quebrou o decoro parlamentar ao tornar pública uma ligação telefônica com o chefe do Executivo federal.

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