Bolsonaro diz que sua guerra não é política e volta a criticar medidas restritivas

Ao lado do ministro da Defesa, Braga Netto, presidente ainda afirmou que o Brasil tem dois problemas, o desemprego e o vírus, e que o país está entre os que mais vacinam no mundo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste sábado, 3, que sua guerra não é política. Ao lado do ministro da defesa, general Braga Netto, Bolsonaro visitou uma comunidade em Itapoã, distrito próximo a Brasília, e fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais para falar sobre a pandemia de Covid-19 e sobre desemprego. O presidente voltou a criticar as medidas restritivas impostas por governadores. “Cada vez mais, com mais desemprego, com a política do ‘fecha tudo’ e ‘fique em casa’, mais gente está comendo menos, alguns passando necessidades seríssimas, e nós temos que vencer isso. A guerra, da minha parte, não é política. É uma guerra que tem a ver com o futuro de uma nação. Não podemos esquecer a questão do emprego. O vírus, o pessoal sabe que estamos combatendo com vacinações”, disse Bolsonaro.

O presidente também afirmou que as Forças Armadas estão à disposição para colaborar com a campanha de imunização da população, conforme disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e que o Brasil está entre os países que mais vacinam no mundo. De acordo com Bolsonaro, o trabalho de vacinação começou no ano passado e ‘não tinha tantas vacinas disponíveis’ quando o país foi comprar suas doses. “Por outro lado, o que se oferecia para a gente, não era possível assinar o contrato daquela forma, bem como não tinha aprovação da Anvisa. Nós sempre falamos, entre o governo federal, o presidente e a vacina, existe a Anvisa no meio do caminho, e nós temos que ter responsabilidade para vacinar o nosso povo.”

Bolsonaro ainda ressaltou que os prefeitos não concordam mais com as restrições impostas por governadores para combater a disseminação do coronavírus. “Nós sabemos que grande parte dos prefeitos quer uma mudança nessa política, mas essa política não está nas mãos do presidente. Sou contra o fecha tudo, nós somos contra isso. E [a decisão] vai para os governadores. Alguns deles fecham tudo e os prefeitos são obrigados a cumprir, se bem que alguns prefeitos não estão mais acolhendo esse tipo de ordem. Dentro de um mesmo Estado, as circunstâncias são diferentes. No litoral ou no interior, são regiões completamente diferentes, mas o que vale, no final da linha, são as medidas restritivas impostas pelos prefeitos. E a grande parte dos prefeitos, segundo as informações que nós temos, não concordam com a política radical do ‘fecha tudo’”, completou.

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