Caso Henry: Software israelense foi fundamental na prisão de Dr. Jairinho e Monique

Ferramenta, que realiza perícia de aparelhos eletrônicos à autoridades policiais, recuperou prints de tela de conversas que comprovavam que vereador agredia o garoto com o conhecimento da mãe

O delegado Antenor Lopes, que dirige o Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), afirmou que o software israelense Cellebrite Premium foi “muito importante” na investigação do caso de Henry Borel. Segundo Antenor, a ferramenta permitiu que fossem recuperadas mensagens apagadas dos celulares do vereador Dr. Jairinho, que foi afastado do Solidariedade, e de Monique Medeiros, mãe do garoto. Ao falar sobre a utilização do software, Antenor afirmou que o governo do Estado liberou recursos para a aquisição do produto, o que facilitou a investigação. “A Polícia Civil adquiriu, recentemente, a licença para o Cellebrite topo, top de linha, o Premium. Nós conseguimos. Um processo que já se arrastava há aproximadamente dois anos e que, até diante desse caso, o secretário levou isso ao governo do Estado e o governador ficou sensibilizado e imediatamente liberou recursos para que essa aquisição fosse feita e isso contribuiu de maneira muito importante na nossa investigação”, disse o delegado.

O serviço é fornecido por uma empresa de Israel e oferece a autoridades policiais tecnologia para realizar a perícia de aparelhos eletrônicos. Segundo a empresa, o software é capaz de desbloquear diferentes celulares, como Android e iOS. Entretanto, a lista completa de aplicativos compatíveis não é pública, assim como detalhes da forma de funcionamento. Mas, a perícia de celulares bloqueados costuma utilizar brechas de protocolos de segurança para coletar dados de forma integral, conseguindo obter informações que podem ter sido apagadas. Vale mencionar que os investigadores devem coletar a prova através de métodos que impeçam possíveis modificações no material. No caso de Henry Borel, o software recuperou prints de tela de conversas de fevereiro que comprovavam que Dr. Jairinho agredia o garoto com o conhecimento da mãe. O celular da babá foi apreendido nesta quinta-feira, 8.

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