Dólar cai para R$ 5,62, mas acumula alta de 8,5% no trimestre; Bolsa segura os 116 mil pontos

Investidores seguem à espera do anúncio de um novo pacote de US$ 2 trilhões para a economia do EUA enquanto ainda repercutem trocas ministeriais brasileiras

O mercado financeiro fechou esta quarta-feira, 31, com forte queda do dólar e estabilidade na Bolsa de Valores com os investidores à espera do anúncio de um novo pacote de US$ 2 trilhões para estímulos na economia dos Estados Unidos e ainda repercutindo a reforma ministerial no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) após a troca do comando em seis pastas, além da saída dos três líderes das Forças Armadas. O dólar encerrou com queda expressiva de 2,31%, a R$ 5,629, após bater máxima de R$ 5,771 e mínima de R$ 5,623. A moeda norte-americana fechou a véspera com queda de 0,08%. Apesar do dia positivo, o câmbio encerra o mês de março com alta de 0,4%, enquanto o acumulado no primeiro trimestre chega a 8,5%. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, fechou com leve queda de 0,18%, aos 116.633 pontos. O pregão encerrou esta segunda-feira, 30, com alta de 1,24%, aos 116.849 pontos. O principal índice da B3 fecha o mês com 6%, mas desde o início do ano registra queda de 2%.

Investidores do mundo inteiro estão na expectativa da apresentação de um novo pacote de estímulos econômico pelo presidente norte-americano Joe Biden. A nova medida deve contemplar US$ 2 trilhões em investimentos em infraestrutura e contemplará desde a revitalização de estradas até a ampliação do acesso à internet em diversas regiões dos Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, o projeto irá se estender pelos próximos oito anos e será custeado com o aumento de impostos sobre empresas. Há menos de um mês, o Congresso dos EUA aprovou um outro pacote de US$ 1,9 trilhão para dar tração à economia em meio ao processo de recuperação do novo coronavírus.

O mercado ainda repercute as mudanças ministeriais conduzidas por Bolsonaro no início da semana e os seus reflexos na aprovação da agenda de reformas pelo Congresso. Em um único dia, mudaram os comandos nas pastas das Relações Exteriores, Justiça, Defesa, Advocacia-Geral da União, Secretaria de Governo e Casa Civil. Já nesta terça, em reflexo das mudanças na véspera, os comandantes do Exército, Aeronáutica e Marinha saíram dos cargos em uma atitude inédita. Ainda na pauta doméstica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, contra a Covid-19. No meio de março, o governo federal anunciou a compra de 38 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson, que devem chegar no país até o mês de novembro. O colegiado também negou a “autorização excepcional e temporária para importação e distribuição” de 20 milhões de doses da vacina Covaxin/BBV152 ao concluir que os materiais disponíveis para análise são insuficientes.

 

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