Dólar volta a R$ 5,71 com risco fiscal e queda na indústria; Ibovespa recua

Produção industrial registrou baixa de 0,7% em fevereiro, interrompendo nove meses seguidos de resultados positivos

O mercado financeiro brasileiro fechou no campo negativo nesta quinta-feira, 1, véspera de feriado, pressionado pelos resultados negativos da indústria nacional em fevereiro e com investidores ainda analisando o aumento do risco fiscal com a aprovação do Orçamento de 2021 pelo Congresso na semana passada, além da piora da pandemia do novo coronavírus no país. O dólar iniciou abril com forte alta de 1,54%, retornado a casa de R$ 5,715 após bater máxima de R$ 5,716 e mínima de R$ 5,609. A moeda norte-americana encerrou na véspera com forte queda de e 2,31%, a R$ 5,629, mas fechou o mês de março com alta de 0,4%, enquanto o acumulado no primeiro trimestre chega a 8,5%. Ignorando o bom humor nas Bolsas internacionais, o Ibovespa, referência da B3, fechou o dia com queda de 1,18%, aos 115.235 pontos. O pregão desta quarta-feira, 31, encerrou com queda de 0,18%, aos 116.633 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira finalizou março com alta de 6%, mas na soma desde o início do ano registra queda de 2%.

O Brasil encerrou março com mais de 66 mil vítimas fatais por causa da Covid-19, o maior registro desde o início da pandemia, segundo dados do  Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS). Nesta quinta-feira foram notificadas 3.769 mortes decorrentes da pandemia. Os novos registros elevaram o número de vítimas fatais da doença para 325.284. No mesmo período, foram registrados 91.097 novos casos, o que faz com que o total de infectados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) seja de 12.839.844.

Investidores também repercutiram a queda de 0,7% na produção industrial em fevereiro, resultado que interrompe a sequência de nove meses seguidos de números positivos.  No ano, a indústria acumula alta de 1,3% e, em 12 meses, queda de 4,2%. A perda de fôlego no setor já era sentida desde janeiro, quando registrou alta de 0,4%, o pior desempenho desde abril de 2020 no auge da pandemia do novo coronavírus.

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