ECMO: Entenda como funciona o pulmão artificial usado por Paulo Gustavo

Médicos aplicam a técnica em pacientes graves, mas com quadros de saúde reversíveis; ator está internado desde 13 de março por complicações da Covid-19

O ator Paulo Gustavo segue internado, desde 13 de março, para tratar as complicações da Covid-19. Nesta sexta-feira, 2, ele apresentou piora no quadro de saúde e precisou evoluir da ventilação mecânica invasiva, a intubação, para a terapia de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO) na UTI. “Optamos pelo início da terapia coadjuvante com ECMO, com o objetivo de permitir uma melhor recuperação da função pulmonar. Após o agravamento ocorrido, a situação permanece estável”, explicou a equipe médica que está cuidando do ator.

 

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Na técnica da ECMO, a oxigenação do paciente é realizada por uma máquina fora do corpo, na qual é ligado por cateteres, capaz de agir como um pulmão e um coração artificiais nos casos em que os órgãos estão comprometidos. Por substituir o funcionamento das funções cardíacas e pulmonares, o tratamento se diferencia da ventilação mecância invasiva – que apenas carrega o fluxo de ar para o interior do organismo através de um tubo. Sendo assim, o procedimento é realizado em casos graves nos quais há risco de morte, aumentando as chances de sobrevida em pacientes de todas as idades.

O tratamento pode ser usado por tempo indeterminado, mas é necessário que o quadro de saúde apresentado pelo paciente seja reversível para que ele não permaneça ligado à máquina para sempre. Os únicos motivos que podem impedir a continuidade da ECMO são a presença de coágulos na tubulação, hemorragia ou a melhora do pulmão. Apesar de equilibrar a circulação de oxigênio para dar tempo que os órgãos afetados se recuperem, a terapia disponível nas redes pública e privada pode apresentar riscos, entre eles o sangramento excessivo, infecções, AVC e embolia.

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