George Floyd já estava morto quando ambulância chegou, diz paramédico

Vítima afirmou repetidas vezes que não queria morrer; morte completa um ano no próximo mês

Novas imagens do assassinato de George Floyd foram divulgadas no terceiro dia de julgamento do ex-policial Derek Chauvin. Os vídeos inéditos são de câmeras que ficam presas aos uniformes dos policiais e também do interior da loja em que Floyd entrou antes de ser morto. As câmeras dos agentes mostram ele sendo algemado e confrontado pela polícia. Os policiais tentam colocá-lo na viatura, mas ele resiste e começa a chorar, dizendo que está se sentindo ansioso.

Se debatendo, George Floyd afirmou repetidas vezes que não queria morrer, que faria tudo o que os agentes mandassem e que não era um “cara mau”. O homem de 46 anos é então arrastado para fora do carro e imobilizado no chão, onde passou a gritar, dizendo que não conseguia respirar. A câmera do ex-policial Derek Chauvin, acusado do assassinato, não filmou a ação porque o aparelho caiu no meio da abordagem. As imagens do interior da loja mostram Floyd conversando com outras pessoas e mexendo no bolso da própria calça.

No julgamento, uma testemunha que trabalhava na loja em que ele esteve antes de ser morto disse que, na ocasião, percebeu que George Floyd não estava muito sóbrio, mas que ele foi “amigável e acessível”. A testemunha disse que vendeu a ele um maço de cigarros e recebeu uma nota falsificada como pagamento. Por isso, chamou o gerente que acionou a polícia. O vendedor contou ao júri que Floyd parecia não perceber que a nota era falsa. Um paramédico que o atendeu afirmou que ele já estava morto quando a ambulância chegou ao local e que Floyd ainda estava sendo imobilizado pelos policiais. A morte de George Floyd completará um ano no próximo mês. O ex-policial Derek Chauvin, de 45 anos, se declarou inocente das acusações de homicídio.

*Com informações da repórter Camila Yunes 

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