Governo projeta vacina brasileira no mercado até o final do ano

Ministro Marcos Pontes afirmou que imunizante desenvolvido em parceria com USP de Ribeirão Preto deve ser testado em 25 mil pacientes ao longo de 2021

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 22, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, deu detalhes sobre a vacina Versamune MCTI, desenvolvida pela Universidade de Medicina de Ribeirão Preto com a empresa Farmacore Biotecnologia, que tem tecnologia 100% brasileira e aguarda parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase de testes no país. “Serão 360 pacientes nessa primeira fase, a 1 e 2, onde se testa a segurança da vacina. Logo depois tem a fase 3, para testar eficiência da vacina. Nossa ideia é de que até o final do ano nós tenhamos uma abertura dos testes e que a gente possa ter essa vacina entrando no mercado esse ano”, projetou Pontes. Segundo ele, o governo precisará de R$ 30 milhões de investimento nas fases 1 e 2 e R$ 310 milhões para a fase 3 dos estudos, que deve ser feita com 25 mil pacientes no Brasil.

Marcos Pontes também citou um remédio nacional desenvolvido especificamente para a Covid que deve entrar em testes clínicos em breve com permissão da Anvisa, mas não detalhou nomes. Segundo Bolsonaro, os nomes não foram revelados para evitar que o remédio seja criminalizado no país por opositores, que classificou como pessoas interessadas em “morrer gente” para culpabilizar o governo federal. Além de anunciar um apoio de R$ 2,6 bilhões enviados para combate à Covid-19 nos Estados brasileiros, Bolsonaro voltou a empurrar a responsabilidade da situação do país à decisão do Supremo Tribunal Federal de dar autonomia aos Estados e municípios e evitou citar nomes de drogas para não ter a transmissão derrubada das redes sociais, mas ressaltou que faria novamente o tratamento com hidroxicloroquina caso fosse recontaminado pelo coronavírus.

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