Marc Sousa comenta aprovação do Orçamento: ‘Bolsonaro tem que escutar Guedes para não sofrer impeachment’

Comentarista do 3 em 1, da Jovem Pan, também afirmou que relação do ministro da Economia com o presidente da República ‘não é ideal faz tempo’

O Orçamento de 2021 aprovado pelo Congresso Nacional foi tema do programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta sexta-feira, 2. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reiterado que o texto é “inexequível” e que, se o presidente Jair Bolsonaro sancioná-lo, poderá incorrer em crime de responsabilidade. Para o comentarista Marc Sousa, o chefe do Executivo federal precisa ouvir Guedes “para não correr risco de impeachment”.

“O Congresso fica tentando conseguir um naco maior do dinheiro do pagador de impostos, tem feito todo tipo de manobra contábil, do malabarismo fiscal, para conseguir mais dinheiro para o que o Congresso quer. Bolsonaro tem que escutar o ministro Paulo Guedes para não correr risco de impeachment. É importante ter responsabilidade fiscal. Essa fala [da necessidade] de corte de 5 bilhões de reais é muito importante porque pode ser um problemão ali na frente. Mais do que isso: Bolsonaro tem que vetar toda a parte de despesas discricionárias, que foram subestimadas, para não incorrer em crime de responsabilidade. O alerta de Guedes é muito forte. Ele diz que estão tentando achar uma solução em conjunto e que, segundo Guedes, o presidente sabe que tem que segui-lo para não ter problemas”, disse Marc Sousa.

O comentarista da Jovem Pan também afirmou que “a relação de Guedes com Bolsonaro não é ideal faz tempo”. “A verdade, não adianta querer colocar a peneira na frente do sol é que a relação de Guedes com Bolsonaro não é ideal faz tempo. O presidente tem trocado os presidentes de várias estatais ao largo do que quer Paulo Guedes. Paulo Guedes não gostou da forma como foi trocado o presidente da Petrobras, a forma como foi trocado o presidente do Banco do Brasil. O ministro também perdeu um auxiliar de primeira hora, o secretário de desestatização Salim Mattar, homem que podia ajudar a máquina a se modernizar. As privatizações estão muito lentas, muito porque a ala militar não gosta de falar sobre isso. O Exército não gosta de falar sobre privatizações, o período militar foi o que mais criou estatais na nossa história. Então, há essa guerra de visões econômicas no governo e o ministro Paulo Guedes vem levando a pior até então. Se eu fosse Bolsonaro, escutava mais o Guedes”, avaliou.

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