Produção industrial recua 0,7% em fevereiro e interrompe 9 meses de alta

Baixo desempenho foi puxado pelos números negativos na indústria automobilística com falta de matéria-prima, inflação e desemprego

atividade industrial brasileira recuou 0,7% em fevereiro, interrompendo a sequência de nove meses consecutivos de resultados positivos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quinta-feira, 1. No ano, a indústria acumula alta de 1,3% e, em 12 meses, queda de 4,2%. A perda de fôlego no setor já era sentida desde janeiro, quando registrou alta de 0,4%, o pior desempenho desde abril de 2020 no auge da pandemia do novo coronavírus. “Nos últimos meses nós já vínhamos observando uma mudança de comportamento nos índices da indústria, que, embora ainda estivessem positivos, já apresentavam uma curva decrescente, demonstrando um arrefecimento”, afirma o gerente da pesquisa, André Macedo. A atividade industrial fechou 2020 com contração de 4,5%, a maior queda em quatro anos.

O levantamento do IBGE mostra que três das quatro principais categorias observadas tiveram desempenho negativo. O baixo desempenho da produção industrial foi puxado pelo setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram queda de 7,2%. Segundo a pesquisa, o resultado é reflexo do desabastecimento de matérias-primas, a alta no desemprego e a inflação acumulada no período. As adversidades no mercado internacional e a interrupção do pagamento do auxílio emergencial a partir de janeiro também contribuíram negativamente na cadeia produtiva. “O ramo de veículos vem sendo muito afetado pelo desabastecimento de insumos e matérias primas. Mesmo assim, a produção de caminhões vem tendo resultados positivos. Porém, a de automóveis e autopeças vem puxando o índice geral para o campo negativo”, afirma Macedo.

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