Seria conveniente Alesp debater restrições adotadas por São Paulo, diz Carlão Pignatari

Presidente da Assembleia falou sobre as medidas de isolamento no Estado e sobre a realização de cultos e missas durante a pandemia; para ele, celebrações devem ser permitidas

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Carlão Pignatari, considera que seria “conveniente se as decisões sobre medidas restritivas estaduais passassem para discussão na Casa. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 8, ele comentou sobre a realização de cultos e missas durante as fases mais críticas da pandemia de Covid-19. Para ele, as celebrações deveriam ser autorizadas, posição divergente à adotada no Estado. “As reuniões de igrejas e tempos, com toda a segurança, nós poderíamos continuar com elas para as pessoas irem. A grande verdade é se você perguntar para um médico, vi uma entrevista do Dimas Covas, chega a dar até calafrio e bateria na gente”, disse, em referência às opiniões sobre os avanços da doença.

Segundo o presidente da Alesp, a decisão sobre as restrições não passam, no momento, pelo Legislativo, mas caberia um debate sobre o tema. “Acharia conveniente se fosse obrigatório e necessário que isso passasse pela Assembleia para discussão cada vez maior sobre esse tipo de isolamento que está sendo feito em São Paulo”, afirmou. A discussão sobre a realização de cultos e missas na pandemia ganhou força na última semana, após autorização do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para as celebrações presenciais. A decisão tira dos Estados e municípios a autonomia para determinar as restrições de combate à crise sanitária. O tema, fruto de amplo debate e que desagrada prefeitos e governadores, que defendem as restrições totais, segue em julgamento nesta quinta-feira no Supremo, após voto contrário do ministro Gilmar Mendes.

Covid-19

Ainda sobre as ações de combate à Covid-19, o presidente da Alesp opinou sobre o projeto aprovado na Câmara dos Deputados que autoriza a compra de vacinas pelo setor privado. De acordo com ele, a iniciativa pode ajudar o Sistema Único de Saúde (SUS). “Não existe vacina no mundo, o Legislativo tem que pelo menos dar oportunidade para, que se houver vacinas, os Estados e municípios possam comprar e as empresas para uso exclusivo dos funcionários das empresas, não para os proprietários”, afirmou, citando proposta em tramitação na Assembleia sobre o tema. Carlão Pignatari também falou sobre o programa “Bolsa do Povo”, que deve unificar as ajudas assistenciais e garantir benefício de até R$ 500 para as famílias mais vulneráveis do Estado. Segundo ele, com a nova proposta, os investimentos em programas sociais devem chegar a R$ 1 bilhão em São Paulo. “Estamos precisando realmente ajudar o governo federal, ajudar as pessoas a pelo menos minimizar o sofrimento da população. Sou completamente favorável.”

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